Propaganda, Ética e Comunicação Integrada
Para comemorar o Dia Mundial da Propaganda, 4 de dezembro, o sócio-diretor, J.D. Rodrigues escreveu o artigo "Propaganda, Ética e Comunicação Integrada", resultado de uma palestra dirigida a universitários, mas que serve de reflexão também a quem respira e transpira, diariamente, a comunicação.
Propaganda, Ética e Comunicação Integrada
Depois de 30 anos de inspiração e transpiração, continuo com milhares de perguntas na cabeça e apenas algumas certezas: não somos apenas profissionais de propaganda, somos estrategistas e profissionais de comunicação integrada. A nossa principal missão é gerar idéias, estratégias e táticas de comunicação integrada para levar marcas ao coração e à mente dos consumidores e dos públicos que, direta ou indiretamente, influenciam a decisão de uso e de compra. Disso eu tenho absoluta convicção. Tanta certeza, que estou até me tornando um pregador, um "chato" na defesa intransigente dessa crença.
Por que essa determinação?
Porque é muito fácil falar em comunicação integrada, mas muito, muito difícil praticar esse discurso. Só mesmo com muito talento. Disciplina, persistência e visão holística, acredito que possamos nos preparar e qualificar os novos profissionais para enfrentar esse atual e desafiador cenário de batalha de tantas e tantas marcas de produtos e serviços em busca do coração e da mente dos consumidores.
E por que é tão difícil qualificar os profissionais de agências e dos anunciantes? Porque falta humildade para aceitar que não conhecemos bem todas as áreas da comunicação (Propaganda, Relações Públicas, Assessoria de Imprensa, Design Gráfico, Merchandising, Marketing de Relacionamento, Promoções, Eventos, Endomarketing, Comunicação Digital e outras importantes ferramentas). Também faltam alguns princípios éticos, sem os quais é extremamente difícil manter relacionamentos plenos e confiáveis.
Acredito que neste novo milênio é chegada a hora de cristalizarmos essa crença em nossa missão de construtores de marcas, por meio da comunicação integrada, e fundamentarmos nossos relacionamentos (anunciantes, agências, veículos, fornecedores, parceiros estratégicos) em transparência, em fidelidade, em compromisso por resultados, buscando chegar à plenitude nas parcerias.
Considero saudável e fundamental acabar com as concorrências predatórias, especulativas (algumas até por job), onerosas e desgastantes para clientes/anunciantes e agências. Melhor seria selecionar a nova agência ou outros parceiros de comunicação de forma ética e respeitosa, que consiste em conhecer profundamente o pensamento das agências e de seus profissionais, visitando-os, recebendo-os, conversando com veículos, fornecedores e clientes. Como se faz quando se escolhe um médico, um advogado, um arquiteto, um dentista, um consultor de estratégia, de marketing, etc.
É também essencial implantar uma visão de longo prazo (life time value), pois só assim podemos ser eficientes e igualmente generosos. A visão de curto prazo produz relacionamentos selvagens, imaturos, descompromissados com resultados duradouros. Por isso, neste novo milênio, o nosso desafio deve ser: ousar, criar, gerar idéias de comunicação integrada que se traduzam em resultados para todos os parceiros efetivamente comprometidos, sempre fundamentados em elevados princípios éticos.
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PAPERO&M