Mês: julho 2025

Runway: como calcular e estender o tempo de vida da sua startup
No mundo das startups, runway não é só um número de sobrevivência: é a régua silenciosa que define quanto tempo você tem para fazer o modelo funcionar antes que o caixa zere.
É uma equação que não perdoa ilusões de crescimento, campanhas de mídia mal dimensionadas ou gastos que não se convertem em receita previsível.
Para o CFO, é a métrica que define o nível de urgência. Para o CEO, o limite entre apostar no crescimento ou acionar o modo contenção. E para os líderes de marketing e vendas, a runway exige que cada real investido em aquisição tenha um plano claro de retorno. Afinal, não se trata apenas de quanto você gasta, mas do impacto que esse gasto tem sobre a sua capacidade de continuar operando.
Runway é, portanto, um indicador estratégico. Não basta saber o que ele é. É preciso entender como ele se comporta sob pressão e como ele pode ser manipulado a favor da empresa, mesmo em cenários adversos.
Quer saber mais sobre este assunto? Neste artigo, você vai entender o que é runway, como calcular o tempo de vida financeira da sua startup e quais estratégias usar para estender esse prazo de forma inteligente, envolvendo marketing, vendas e finanças em decisões que realmente impactam o caixa
O que é runway?
Runway é o tempo, geralmente medido em meses, que a empresa tem até que seu caixa acabe, considerando o ritmo atual de queima de recursos. Em outras palavras, é quanto tempo a operação pode continuar respirando se nada mudar nas receitas ou despesas.
Essa é uma métrica fundamental para startups em qualquer estágio, mas ganha ainda mais importância em contextos onde o funding está mais seletivo, os custos de mídia sobem, o custo por aquisição (CPA) escala mal e o retorno sobre os investimentos de marketing se dilui.
O problema não é ter um runway curto, o problema é não saber disso.
Para que serve a Runway?
Como explicamos anteriormente, muito mais do que um número no planejamento financeiro, a runway é um sinal vital da empresa. Ela mostra com clareza quanto tempo resta para que a operação encontre o equilíbrio entre receita, escala e sustentabilidade.
Na prática, a runway serve como um balizador estratégico. Ajuda a responder perguntas fundamentais, como: a empresa pode manter o ritmo atual de crescimento? Já é hora de captar investimento? Qual o risco de continuar operando com os mesmos custos pelos próximos meses?
Para o CEO, ela orienta a tomada de decisões sobre expansão, contratações e novos produtos. Para o CFO, é base para a gestão de caixa e projeções de risco. E para os times de marketing e comercial, funciona como um alerta: as ações de aquisição, mídia paga e performance precisam estar diretamente conectadas à geração de receita, não apenas à visibilidade.
Quanto mais curta a runway, maior a necessidade de foco, clareza e tomada de decisão eficiente. E quanto mais tempo ela oferece, maior a liberdade para testar, ajustar e crescer com consistência.
Como calcular o Runway de uma Startup?
Saber o que é runway é o primeiro passo. O segundo é entender como ela se comporta na prática! E isso exige mais do que uma fórmula básica.
A conta tradicional parte de dois dados principais: o caixa disponível e o burn rate, que é o quanto a empresa está queimando por mês para se manter operando.
Runway = Caixa atual ÷ Burn rate mensal
Se sua startup tem R$ 900 mil em caixa e um consumo mensal de R$ 150 mil, ela tem 6 meses de runway.
Mas essa fórmula, sozinha, pode esconder riscos ou oportunidades. Se sua empresa já tem receita entrando com alguma previsibilidade, é possível refinar o cálculo:
Runway ajustado = Caixa atual ÷ (Burn rate – Receita mensal recorrente)
Esse ajuste é especialmente útil para modelos SaaS, e-commerces estruturados ou negócios com contratos fechados de longo prazo. Ele permite enxergar a runway real sob a ótica do fluxo de caixa líquido, e não apenas do custo total da operação.
Mais do que calcular, o importante é atualizar esse número com frequência. Uma decisão equivocada ou uma campanha de mídia com retorno abaixo do esperado pode alterar drasticamente a projeção.
Quanto tempo de runway uma startup deve ter?
Essa é uma das perguntas mais frequentes e, ao mesmo tempo, uma das mais perigosas de generalizar. O tempo ideal de runway depende do estágio da empresa, da previsibilidade de receita e do contexto externo.
No entanto, há alguns parâmetros que ajudam como ponto de partida:
Startups em estágio inicial, ainda sem receita, precisam de uma runway de pelo menos 12 a 18 meses. Esse tempo é necessário para validar o produto, entender o mercado e encontrar os primeiros canais de aquisição.
Empresas em fase de tração, com receita crescente, mas ainda sem breakeven, devem buscar uma runway entre 9 e 12 meses. Isso permite investir em crescimento com segurança, testando hipóteses de escala sem correr risco de colapso financeiro.
Negócios com receita previsível e modelos de recorrência bem estruturados conseguem operar com uma runway mais curta, entre 6 e 9 meses, desde que tenham clareza sobre seus indicadores, especialmente CAC, LTV e churn.
A pergunta principal aqui não é “quanto tempo é suficiente?”, mas sim “o que você pretende fazer com esse tempo?”.
Runway é sobre ritmo e entender o que cabe na agenda da empresa antes que o dinheiro acabe.
Como administrar e estender a runway da sua startup?
Prolongar a runway não significa apenas cortar gastos, essa é uma decisão estratégica que exige visão integrada de finanças, aquisição, operação e retenção.
Para te ajudar, separamos 3 práticas que ensinam a administrar esse tempo com inteligência e estender o prazo de fôlego da empresa.
1. Corte o que não é de fato essencial
Revisar custos é parte do jogo, mas o corte só faz sentido quando tem critério. Cancelar ferramentas ou reduzir o orçamento de mídia sem analisar impacto em receita pode ser tão perigoso quanto manter gastos desnecessários.
O ideal é mapear tudo que consome caixa sem gerar resultado claro. Uma agência de marketing que não entrega retorno mensurável, campanhas de mídia paga com CPA acima do tolerável ou ações de branding sem objetivo de conversão imediato são alguns exemplos.
Cada gasto precisa passar por uma pergunta simples: esse investimento ajuda a empresa a vender mais ou operar melhor nos próximos 3 a 6 meses?
2. Melhore a qualidade das suas receitas
Nem toda receita ajuda a empresa a respirar melhor. Clientes com alto custo de aquisição, baixo ticket e churn acelerado acabam corroendo a runway de forma silenciosa.
Por isso, mais do que crescer em volume, é preciso crescer com eficiência. Isso envolve alinhar marketing e vendas para atrair o perfil certo de cliente, refinar a jornada de conversão e buscar canais com melhor custo-benefício.
Reduzir o CAC e aumentar o LTV é uma das formas mais diretas de melhorar a relação entre queima de caixa e receita e, portanto, de estender a runway com consistência.
3. Negocie investimento de venture capital ou crédito
Uma das falhas mais comuns entre startups é deixar para buscar investimento quando a runway já está curta. Isso reduz o poder de negociação, afasta investidores e pode forçar acordos desfavoráveis.
O ideal é começar a planejar a próxima rodada ou a alternativa via crédito, quando a empresa ainda tem entre 6 e 9 meses de runway. Esse prazo permite preparar dados, consolidar resultados, simular cenários e escolher o parceiro certo.
A runway existe justamente para isso: dar tempo de fazer escolhas estratégicas, não decisões desesperadas.
Quais os maiores erros quando falamos de runway para startups?
Alguns erros se repetem, não importa o tamanho da startup ou o estágio em que ela está. E por mais que calcular a runway pareça simples, lidar com os impactos de uma má gestão desse tempo pode ser bem mais complicado do que parece.
Para te ajudar a não cometer os mesmos erros, separamos aqui 5 deslizes comuns quando o assunto é runway para startups!
- Superestimar a estabilidade da operação
Muitas startups assumem que o cenário atual vai se manter nos próximos meses, ignorando oscilações de mercado, atrasos em rodadas ou mudanças no comportamento do consumidor. Isso distorce o planejamento e cria uma falsa sensação de segurança. - Fazer projeções otimistas demais sobre receita
Contar com contratos que ainda não foram assinados, depender de campanhas de mídia que ainda não rodaram ou assumir um CPA menor do que o histórico real são erros que encurtam a runway sem que ninguém perceba. - Desalinhamento entre financeiro, marketing e vendas
É comum ver o marketing investindo para gerar tráfego, o comercial buscando volume de leads e o financeiro tentando conter gastos, sem que essas áreas conversem entre si. Sem indicadores integrados, como CAC real por canal ou tempo de payback por segmento, cada área acaba puxando para um lado, e a runway se esgota no meio do caminho. - Tomar decisões sem olhar para o burn rate completo
Focar apenas nos custos fixos e esquecer variáveis como mídia paga, comissões, ferramentas ou aumento do CAC em canais de performance compromete o cálculo da runway. O impacto disso geralmente só aparece tarde demais. - Demorar para agir quando a runway encurta
Muitas startups evitam ajustes por receio de parecerem instáveis ou por apego ao plano original. Mas quando a runway chega a menos de 3 meses e não há nenhuma alternativa em andamento, o espaço para decisões estratégicas já desapareceu. O momento certo de agir é antes da urgência.
Quer transformar a runway em uma ferramenta de crescimento e não só de sobrevivência? No Grupo OM, ajudamos marcas a alinhar marketing, vendas e finanças para decisões mais inteligentes e sustentáveis. Acesse outros conteúdos do nosso blog e aprofunde sua estratégia!
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Análise de DRE: o que é, como fazer e impacto dos indicadores de marketing nas finanças
No ambiente corporativo, poucos relatórios são tão decisivos quanto a DRE (Demonstração do Resultado do Exercício). Muito mais do que uma obrigação contábil, ela funciona como um painel de controle que revela se a empresa está, de fato, gerando lucro ou apenas movimentando caixa sem sustentabilidade.
Para CFOs, CEOs e líderes de marketing e comercial, saber analisar a DRE significa enxergar a saúde financeira do negócio e, principalmente, identificar onde ajustar estratégias para melhorar a rentabilidade.
E se antes a DRE era considerada terreno exclusivo da área financeira, hoje executivos de marketing e vendas também precisam entender seu impacto. Afinal, métricas como CAC, LTV e ticket médio podem influenciar diretamente a lucratividade demonstrada nesse relatório.
Neste artigo, vamos mergulhar no assunto e explicar como fazer essa análise e por que ela é tão importante para qualquer negócio que queira crescer de forma sólida.
Vamos lá?
O que significa DRE?
Como falamos acima, a sigla DRE significa Demonstração do Resultado do Exercício. Trata-se de um relatório contábil que resume, em determinado período, a formação do lucro ou do prejuízo líquido de uma empresa.
Na prática, a DRE apresenta, de forma estruturada:
- a receita bruta gerada pelas vendas ou prestação de serviços
- as deduções (impostos sobre vendas, devoluções)
- o custo dos produtos vendidos ou serviços prestados (CPV ou CSP)
- as despesas operacionais (administrativas, comerciais, marketing, etc.)
- o resultado antes e depois do imposto de renda
- o lucro ou prejuízo líquido do período
Ou seja, ela mostra se a operação do negócio é lucrativa, algo que todo CFO e CEO precisa ter na ponta da língua.
Qual importância do DRE?
Primeiramente, a DRE traduz números dispersos em uma visão única da performance do negócio. Ou seja, vai muito além de uma obrigação contábil ou de um documento enviado ao contador para atender exigências fiscais.
Para empresas bem geridas, a DRE é uma ferramenta estratégica de leitura do negócio, capaz de transformar números em decisões.
Sua importância se revela em diversas frentes, como:
Avaliar a rentabilidade operacional
Um negócio pode ter faturamento alto, mas estar operando no vermelho sem perceber. A DRE permite entender se a operação está dando lucro ou prejuízo, pois detalha quanto sobra depois de descontar custos e despesas.
Por exemplo, uma empresa pode faturar R$ 10 milhões no ano, mas ter custos altíssimos de produção, logística e marketing, resultando em lucro líquido de apenas R$ 150 mil. Ou até prejuízo. A DRE mostra essa realidade nua e crua.
Identificar gargalos financeiros
A DRE revela onde o dinheiro está sendo consumido. Se a linha de despesas comerciais disparou, é sinal de que algo precisa ser revisto, seja o orçamento de marketing, seja a eficiência do time de vendas.
Por exemplo, se o CAC (Custo de Aquisição de Clientes) está aumentando, a DRE vai acusar crescimento das despesas operacionais, pressionando o resultado operacional. Isso permite agir rapidamente para investigar as causas e corrigir estratégias.
Orientar decisões de investimento
CFOs e CEOs usam a DRE para decidir se a empresa pode investir em novas campanhas, contratar mais equipe, expandir operações ou lançar produtos.
Se o lucro operacional está consistente, há espaço para reinvestir. Caso contrário, talvez seja o momento de focar em eficiência antes de crescer. Executivos de marketing, por exemplo, podem usar a DRE para negociar budgets, mostrando que determinada estratégia elevou o ticket médio e aumentou a margem operacional.
Medir impacto de indicadores de marketing
Hoje, marketing e vendas deixaram de ser apenas centros de custo e se tornaram atores fundamentais no resultado financeiro. Métricas como CAC, LTV (Lifetime Value) e ticket médio se refletem diretamente na DRE.
- Um CAC elevado aumenta despesas comerciais e derruba o lucro.
- Um LTV alto indica que clientes geram receita recorrente, melhorando o resultado líquido.
- Um ticket médio maior pode elevar a receita líquida sem necessariamente aumentar os custos fixos.
A DRE conecta essas métricas ao lucro real, permitindo avaliar o retorno sobre o investimento em marketing.
Aumentar credibilidade com investidores e stakeholders
Para investidores, bancos e sócios, a DRE é o primeiro documento analisado antes de liberar recursos. Ela demonstra não apenas o tamanho do negócio, mas sua capacidade de gerar lucro.
Se uma empresa busca captar investimentos, mostrar uma DRE sólida e bem analisada aumenta a confiança dos parceiros financeiros.
Analisar tendências e comparar períodos
A DRE não é um relatório para ser lido isoladamente. Sua força está na análise comparativa: olhar períodos diferentes para identificar tendências positivas ou problemas emergentes.
- As despesas de marketing estão crescendo proporcionalmente à receita?
- O lucro líquido vem caindo mesmo com aumento nas vendas?
- O CAC está se elevando, pressionando margens?
Comparar DREs ajuda gestores a corrigir rotas antes que pequenos problemas se transformem em crises financeiras.
Integrar áreas da empresa
Talvez a importância mais estratégica da DRE seja alinhar áreas que, historicamente, falavam línguas diferentes. Marketing, vendas, produção e finanças agora precisam olhar juntos para o mesmo documento.
Por exemplo, um gerente de marketing pode usar a DRE para provar que uma campanha elevou o ticket médio e melhorou a margem, justificando maior investimento em SEO ou mídia paga. Essa visão integrada transforma a DRE num instrumento de diálogo entre áreas.
Como fazer o cálculo de DRE
Embora a DRE seja um relatório contábil, o seu cálculo segue uma sequência lógica que qualquer executivo pode entender. O objetivo é responder a uma única pergunta: quanto sobra do que a empresa fatura, depois de pagar todos os custos e despesas?
Veja, passo a passo, como construir e calcular uma DRE:
1. Receita Bruta de Vendas
É o total de vendas realizadas pela empresa no período, sem descontar impostos, devoluções ou abatimentos.
Por exemplo: se a empresa vendeu R$ 2.500.000 em produtos ou serviços, essa é a receita bruta.
2. (-) Deduções de Vendas
São abatimentos da receita bruta, como:
- impostos sobre vendas (ICMS, ISS, PIS, COFINS, etc.)
- devoluções de mercadorias
- descontos concedidos aos clientes
Se os impostos e deduções somaram R$ 300.000, desconta-se isso da receita bruta.
3. (=) Receita Líquida
É o dinheiro efetivamente reconhecido pela empresa após os descontos.
Exemplo de cálculo:
Receita Bruta: R$ 2.500.000
(-) Deduções: R$ 300.000
= Receita Líquida: R$ 2.200.000
4. (-) Custos dos Produtos Vendidos (CPV) ou Custos dos Serviços Prestados (CSP)
São custos diretamente ligados à produção ou prestação do serviço, como matéria-prima, insumos, produção, mão de obra direta, frete sobre compra, etc.
Por exemplo: se fabricar os produtos vendidos custou R$ 1.000.000, desconta-se esse valor.
5. (=) Lucro Bruto
É o resultado antes das despesas operacionais. Mostra se a operação básica do negócio gera margem.
No nosso exemplo:
Receita Líquida: R$ 2.200.000
(-) CPV: R$ 1.000.000
= Lucro Bruto: R$ 1.200.000
6. (-) Despesas Operacionais
Aqui entram custos não diretamente ligados à produção, mas necessários para a operação, como:
- despesas administrativas (salários do administrativo, aluguel da sede, honorários contábeis)
- despesas comerciais (comissões de vendas, gastos com viagens de vendedores, feiras)
- despesas de marketing (campanhas, mídia paga, investimentos em SEO)
- gastos com tecnologia, sistemas, consultorias
Suponha que essas despesas somem R$ 800.000.
7. (=) Resultado Operacional (EBIT)
É o lucro antes de considerar receitas ou despesas financeiras e impostos. Mostra a eficiência da operação.
No nosso exemplo:
Lucro Bruto: R$ 1.200.000
(-) Despesas Operacionais: R$ 800.000
= Resultado Operacional: R$ 400.000
8. (+/-) Outras Receitas ou Despesas
Aqui entram valores não operacionais, como:
- ganhos ou perdas em investimentos
- multas recebidas ou pagas
- receitas financeiras ou juros pagos
Se houver despesas financeiras de R$ 50.000:
Resultado Operacional: R$ 400.000
(-) Despesas Financeiras: R$ 50.000
= Resultado Antes do Imposto: R$ 350.000
9. (-) Imposto de Renda e Contribuição Social
Incidem sobre o lucro. Suponha R$ 70.000 de impostos.
10. (=) Lucro Líquido do Exercício
É o lucro final da empresa, depois de todas as deduções.
No exemplo:
Resultado Antes do Imposto: R$ 350.000
(-) Impostos: R$ 70.000
= Lucro Líquido: R$ 280.000
Resumo do cálculo:
Receita Bruta: R$ 2.500.000
(-) Deduções: R$ 300.000
= Receita Líquida: R$ 2.200.000
(-) CPV: R$ 1.000.000
= Lucro Bruto: R$ 1.200.000
(-) Despesas Operacionais: R$ 800.000
= Resultado Operacional: R$ 400.000
(-) Despesas Financeiras: R$ 50.000
= Resultado Antes do Imposto: R$ 350.000
(-) Impostos: R$ 70.000
= Lucro Líquido: R$ 280.000
Por que isso importa para executivos?
Executivos como CFOs, CEOs e gerentes de marketing e comercial precisam saber ler e até simular cenários na DRE. Afinal, decisões estratégicas passam por perguntas como:
- Se eu investir mais em marketing, qual impacto nas despesas operacionais?
- Se aumentar o ticket médio, quanto isso eleva o lucro líquido?
- Quanto o CAC está consumindo do resultado?
- O LTV está compensando o custo de aquisição?
Empresas que não monitoram a DRE de perto arriscam crescer em faturamento, mas sem lucro ou até acumulando prejuízos sem perceber.
Dominar o cálculo da DRE é, portanto, entender o negócio sob a ótica da rentabilidade.
Indicadores de marketing no DRE: Como impactam?
Durante muito tempo, áreas como marketing e vendas eram vistas apenas como centros de custo. Hoje, isso mudou radicalmente. Executivos da área sabem que suas métricas impactam diretamente a linha de lucro na DRE.
Alguns indicadores críticos são:
CAC (Custo de Aquisição de Clientes)
Se o CAC aumenta, a empresa precisa gastar mais para conquistar cada cliente. Esse custo aparece nas despesas operacionais e pode reduzir o lucro operacional. Por isso, acompanhar o CAC no DRE é essencial para equilibrar investimentos em campanhas com a rentabilidade.
LTV (Lifetime Value)
O LTV indica quanto um cliente gera de receita ao longo do relacionamento com a empresa. Quanto maior o LTV em relação ao CAC, mais saudável tende a ser o negócio. O reflexo aparece na receita líquida e, consequentemente, no lucro operacional.
Ticket Médio
Se o ticket médio aumenta, o negócio consegue crescer receita sem necessariamente elevar o CAC. Ou seja, a empresa pode gerar mais lucro com a mesma base de clientes, melhorando a performance demonstrada na DRE.
Indicadores de Marketing
KPIs como conversão, ROAS (Return on Ad Spend) e retenção também influenciam o desempenho financeiro. Por exemplo, campanhas digitais bem executadas podem reduzir o CAC e aumentar o LTV, melhorando a margem operacional.
Qual a diferença do balanço patrimonial e DRE?
É muito comum confundir os dois relatórios, mas eles têm funções completamente diferentes.
O Balanço Patrimonial mostra a situação patrimonial da empresa em determinada data, ou seja, tudo o que ela possui (ativos), tudo o que deve (passivos) e o patrimônio líquido (diferença entre ativos e passivos). É como uma foto do patrimônio num único dia.
Já a DRE mostra o que aconteceu ao longo de um período (mês, trimestre ou ano). Ela revela se a empresa foi lucrativa, quais custos consumiram a receita e qual foi o resultado líquido gerado pela operação.
Em termos práticos:
- Balanço Patrimonial: Quanto a empresa tem e quanto deve hoje.
- DRE: Quanto a empresa ganhou ou perdeu no período.
Enquanto o balanço patrimonial é estático, a DRE é dinâmica e juntas elas oferecem visão completa da saúde financeira.
Entender e analisar a DRE deixou de ser exclusividade do time financeiro. Hoje, é ferramenta estratégica para CEOs, CFOs, gestores de marketing e comercial que desejam alinhar suas decisões ao resultado real do negócio. Integrar indicadores como CAC, LTV e ticket médio à análise financeira é o que permite construir empresas sólidas, lucrativas e preparadas para crescer.
Se você quer transformar números em insights estratégicos e unir performance de marketing às finanças da sua empresa, o Grupo OM está pronto para ajudar. Entre em contato e descubra como podemos conectar dados, criatividade e resultados financeiros para impulsionar o seu negócio.
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CAC: Entenda o que é e como calcular
Em marketing, poucas siglas carregam tanto poder quanto CAC, o Custo de Aquisição de Clientes. Essa métrica funciona como uma lente de aumento sobre a saúde financeira de qualquer operação, seja um e-commerce, uma startup de growth ou uma indústria B2B que faz vendas complexas.
E não é exagero dizer que entender o CAC pode ser o divisor de águas entre empresas que crescem de forma sustentável e aquelas que, apesar de vender muito, acumulam prejuízo sem perceber.
Se você é profissional de growth marketing, analista de e-commerce ou gestor comercial, saiba que o CAC é o seu número para tomar decisões. Ele revela quanto custa, de verdade, cada cliente novo que chega à sua base e pode apontar onde cortar custos, onde investir mais e até que público vale a pena perseguir.
Quer entender mais sobre como calcular o CAC e também diminuir o custo de aquisição? Leia o conteúdo completo!
O que é CAC?
CAC significa Customer Acquisition Cost. Na prática, é quanto você gasta para transformar um lead em cliente pagante.
Imagine que você gastou R$ 120 mil em um mês com campanhas no Google, salários da equipe de marketing e vendas, produção de conteúdos para SEO e softwares como CRM. E que conquistou 600 novos clientes nesse período. Seu CAC será R$ 200.
Mas atenção: esse valor não surge só da mídia paga. CAC envolve tudo o que contribui para trazer novos clientes, incluindo:
- salários e benefícios dos times de marketing e vendas
- mídia paga em plataformas como Google Ads ou Meta Ads
investimento em estratégias de SEO e conteúdo orgânico - ferramentas e tecnologias usadas na operação
- custos indiretos, como treinamentos, feiras ou eventos de networking
Empresas que ignoram essas variáveis acabam subestimando o verdadeiro custo para crescer.
Para que serve?
Saber o CAC não é apenas saber números bonitos para relatórios. Ele serve para decidir, por exemplo, se vale a pena pagar R$ 30 por um clique num anúncio ou investir na otimização de páginas e produção de conteúdos em blog para atrair tráfego orgânico com SEO.
Se o seu CAC estiver alto, talvez sua operação esteja cara demais para o que seu cliente gera de receita. E isso é um risco, porque significa que cada novo cliente traz mais prejuízo do que lucro.
Além disso, o CAC ajuda a:
- dimensionar orçamentos futuros de marketing e vendas
- defender investimentos em estratégias como SEO, mídia paga ou CRM
- entender se o público-alvo atual está certo ou se é preciso buscar audiências mais baratas
- comparar canais de aquisição, descobrindo onde há eficiência ou desperdício
Um e-commerce, por exemplo, pode descobrir que o CAC de campanhas no Google está R$ 380, enquanto o CAC do tráfego orgânico via SEO é R$ 140, mas só depois de 8 meses de produção de conteúdo. Esse tipo de insight muda completamente a estratégia de investimento.
Como calcular o CAC da sua empresa?
A conta é simples no papel, mas exige organização nos bastidores. A fórmula é:
CAC = Total investido em marketing e vendas ÷ Número de novos clientes conquistados no período
Por exemplo:
- Salários da equipe comercial e de marketing no mês: R$ 60.000
- Mídia paga: R$ 30.000
- SEO e produção de conteúdo: R$ 10.000
- Ferramentas (CRM, automação): R$ 5.000
- Custos indiretos: R$ 5.000
- Total investido: R$ 110.000
- Novos clientes no mês: 400
Neste caso, seu CAC será R$ 275.
Mas não basta chegar a esse número. É essencial calcular CAC separado por canal para entender onde está o gargalo ou a oportunidade.
Além de acompanhar CAC mês a mês, para ver variações sazonais e considerar o ciclo de vendas, sobretudo em B2B, onde as negociações podem durar meses
Muitas empresas, e também agências de marketing, criam planilhas ou dashboards integrados ao CRM para manter esses dados atualizados em tempo real.
CAC e LTV: Qual importância?
Saber o CAC isoladamente não basta. Você precisa compará-lo ao LTV (Lifetime Value), que é o quanto um cliente gera de receita durante toda a sua jornada com a empresa.
Se o LTV de um cliente é R$ 1.000, mas o CAC foi R$ 700, há um problema: o cliente gera pouco lucro, ou até prejuízo. A regra de ouro do mercado costuma ser que o LTV seja, no mínimo, 3 vezes maior que o CAC.
Por exemplo:
- CAC médio: R$ 250
- LTV médio: R$ 900
- Relação LTV / CAC = 3,6 (bom cenário)
Essa relação ajuda a entender se vale a pena investir em um cliente ou se a empresa está comprando faturamento, mas não lucratividade.
Empresas orientadas a dados não olham o CAC sozinho: sempre o colocam lado a lado com o LTV para decidir onde e como investir.
Como diminuir o CAC?
Como você pode notar, diminuir o CAC não é apenas cortar custos ou reduzir orçamento de campanhas. Trata-se de entender quais engrenagens do funil de marketing e vendas estão girando bem e onde há atritos que desperdiçam dinheiro.
O segredo para reduzir o Custo de Aquisição de Clientes é gastar menos para adquirir o mesmo cliente ou investir o mesmo valor para conquistar clientes mais valiosos. E isso exige duas coisas: análise de dados e decisões inteligentes.
Profissionais de growth marketing, analistas de e-commerce e gestores comerciais precisam olhar para o CAC de forma integrada, enxergando desde as origens do tráfego, passando pelas taxas de conversão, até a experiência do cliente no pós-venda.
Para explicar melhor, vamos aprofundar cada uma das estratégias que realmente podem derrubar o CAC de forma sustentável!
Conheça o público-alvo
Não existe redução de CAC sem precisão na mira. Quanto mais você conhece seu público, menos dinheiro gasta tentando “acertar em todo mundo”.
Isso significa ir além de dados demográficos. É necessário entender:
- Intenções de busca. Quais termos seus potenciais clientes digitam no Google? Estratégias de SEO podem captar quem já está no momento certo de compra, com CAC muito mais baixo que mídia paga.
- Comportamento digital. Seus clientes passam mais tempo em redes sociais, fóruns especializados ou canais de vídeo? Essa informação define onde colocar seu investimento.
- Dores reais. O que eles ainda não conseguem resolver com seus concorrentes? Essa resposta cria conteúdos, abordagens e ofertas muito mais convincentes.
Por exemplo, uma marca B2B que vende software pode descobrir, por meio de análise de keywords no SEO, que há buscas crescentes por “como integrar CRM e ERP”. Desenvolver conteúdo técnico sobre isso pode atrair leads altamente qualificados com CAC bem abaixo de campanhas genéricas de mídia paga.
Empresas que dominam dados de público não apenas reduzem CAC, mas elevam taxas de conversão e conseguem prever tendências de mercado.
Fortaleça o relacionamento com os clientes
Diminuir CAC passa também por diminuir a necessidade de buscar clientes novos a qualquer custo. Afinal, clientes satisfeitos não apenas voltam a comprar, como indicam novos clientes praticamente sem custo de aquisição.
Fortalecer relacionamento envolve:
- Construir confiança. Atendimento rápido, resolução eficiente de problemas e comunicação transparente geram segurança.
- Nutrição contínua. Não basta vender. É preciso educar e manter o cliente informado. Para isso, e-mail marketing, webinars, e materiais ricos são armas poderosas.
- Programas de indicação. Transforme clientes em vendedores. Oferecer benefícios para quem indica novos clientes reduz drasticamente o CAC.
Por exemplo, no e-commerce, clientes fiéis têm CAC quase zero, porque já confiam na marca e compram de forma recorrente. Para empresas B2B, um cliente satisfeito pode abrir portas para várias contas novas via networking ou indicações.
No final das contas, clientes satisfeitos custam menos para manter e ainda multiplicam sua base.
Aumente as conversões do site
Se o seu site recebe 100 mil visitantes e converte 1%, qualquer melhoria pequena dobra o resultado sem gastar mais em mídia.
Trabalhar a conversão é o jeito mais direto de reduzir CAC, porque aumenta a eficiência do investimento já realizado. Alguns pontos críticos:
- Velocidade do site. Cada segundo extra de carregamento pode derrubar a taxa de conversão. E o impacto não é só em SEO, mas também no bolso. Um site rápido converte mais, diminuindo o custo por cliente.
- Jornada clara. Um visitante precisa saber o que fazer na sua página. Botões claros, textos objetivos e call-to-actions visíveis fazem diferença.
- Provas sociais. Mostrar avaliações reais, depoimentos ou números (clientes atendidos, cases de sucesso) aumenta a confiança do usuário.
- Mobile first. Mais de 70% dos acessos em muitos segmentos são via celular. Sites não otimizados para mobile têm taxa de rejeição mais alta, elevando o CAC.
Por exemplo, uma loja virtual que reduziu o tempo de carregamento de 7s para 2s viu a taxa de conversão crescer 30%. Ou seja, mais clientes sem aumentar o investimento, e nesse movimento o CAC despencou.
No B2B, um formulário mais simples ou uma página de conteúdo técnico bem estruturada pode aumentar a geração de leads qualificados, com custos mais baixos.
Foque no pós-venda
Quem acha que o CAC se encerra na primeira venda está perdendo dinheiro. O pós-venda é um dos maiores aliados para reduzir CAC médio, porque aumenta o LTV e diminui a dependência de conquistar novos clientes o tempo todo.
Algumas formas práticas de usar o pós-venda a seu favor:
- Acompanhamento proativo. Entrar em contato depois da compra, perguntar se deu tudo certo, oferecer ajuda. Isso cria laços fortes.
- Educação contínua. Forneça materiais educativos para que o cliente extraia mais valor do seu produto ou serviço. Quanto mais ele usa, mais tende a renovar ou comprar novamente.
- Programas de fidelidade. Incentivar compras recorrentes com benefícios exclusivos reduz a necessidade de buscar novos clientes a alto custo.
- Coleta de feedback. Clientes podem apontar falhas no produto ou serviço. Corrigir problemas rapidamente evita churn, que eleva o CAC no longo prazo.
Por exemplo, em B2B, muitas empresas investem em Customer Success não apenas para atender bem, mas para expandir contas existentes. Cada upsell ou cross-sell reduz o CAC relativo, pois aumenta o LTV sem novo esforço de aquisição.
No final das contas, quanto mais valor o cliente extrai da sua empresa, menor fica o peso do CAC sobre o seu negócio.
Para quem atua em ambientes cada vez mais competitivos, entender e gerenciar o CAC é uma vantagem estratégica, porque define se a empresa vai crescer com lucro ou apenas inflar métricas sem sustentabilidade.
Se você quer entender como transformar dados em ações práticas para reduzir o CAC da sua operação, seja com SEO, performance digital ou estratégias de relacionamento, o Grupo OM está pronto para ajudar. Entre em contato e vamos construir juntos um crescimento sólido e inteligente.