6 estratégias de marketing para Black Friday

A Black Friday dura oficialmente um dia, mas a decisão de compra do consumidor pode começar meses antes.

Em 2025, mais de um terço dos consumidores pesquisados pela NielsenIQ afirmou esperar três meses ou mais para aproveitar as ofertas da data. No e-commerce brasileiro, segundo a E-commerce Brasil, a sexta-feira movimentou R$4,76 bilhões, crescimento de 11,2% em relação ao ano anterior, enquanto o número de pedidos avançou 28%.

Os números ajudam a dimensionar por que as estratégias de marketing para Black Friday precisam entrar cedo no calendário das marcas. O consumidor pesquisa preços, acompanha produtos, compara concorrentes, salva ofertas e forma expectativas antes de chegar à página de checkout.

Para empresas, isso exige uma atuação coordenada entre marketing, comercial, mídia, estoque, tecnologia, logística e atendimento. 

Por esse motivo, ao longo desse artigo, vamos mostrar como integrar essas frentes para transformar a Black Friday em uma oportunidade de crescimento, e não apenas em um pico pontual de vendas. 

Importância da Black Friday para o varejo

A Black Friday continua entre os momentos de maior intensidade comercial do varejo. No segmento de tecnologia e bens duráveis, por exemplo, dados globais da NielsenIQ mostram que a semana da Black Friday de 2025 apresentou valor de vendas 127% superior ao de uma semana média. A própria dinâmica promocional também vem se estendendo ao longo de novembro.

No Brasil, os R$4,76 bilhões movimentados pelo e-commerce somente na sexta-feira de 2025 representaram o melhor resultado para a data desde 2021, segundo dados da Confi Neotrust. Foram 8,69 milhões de pedidos, mesmo em um cenário no qual o tíquete médio caiu 12,8%.

Esse comportamento reforça uma mudança importante para quem planeja campanhas: a oportunidade não está concentrada exclusivamente no dia oficial.

A jornada pode começar em campanhas de awareness, passar pela construção de audiências de remarketing, captação de leads, aquecimento da base, pesquisa de preços e comunicação antecipada das ofertas até chegar ao momento de maior pressão promocional.

Há ainda um componente estratégico para o restante do ano. A Black Friday pode servir para conquistar novos clientes, reativar consumidores, ampliar a base de CRM, acelerar a saída de determinados produtos e preparar relacionamento e remarketing para o Natal.

Por isso, olhar apenas para o faturamento obtido durante algumas horas deixa uma parte relevante do resultado fora da análise.

Quais métricas de marketing utilizar para mensurar os resultados da Black Friday?

Uma Black Friday com grande volume de vendas pode esconder campanhas pouco rentáveis. Por outro lado, determinados canais podem parecer caros em uma análise imediata e ter papel decisivo na geração de demanda que será convertida posteriormente.

Os indicadores de marketing precisam acompanhar tanto a eficiência da comunicação quanto o resultado comercial. Entre as principais estão:

  • ROAS: mostra quanto de receita foi gerado para cada real investido em publicidade.
  • CAC: ajuda a entender quanto a empresa gastou para conquistar cada novo cliente.
  • CPA: indica o custo de uma ação ou aquisição definida pela estratégia.
  • Taxa de conversão: revela quanto do tráfego efetivamente avançou para a compra.
  • Ticket médio: permite avaliar o valor médio das transações e os efeitos de combos, descontos progressivos e estratégias de upsell.
  • Receita e margem: precisam ser acompanhadas em conjunto para que crescimento de faturamento não esconda perda excessiva de rentabilidade.
  • CPL: torna-se especialmente relevante quando a estratégia inclui cadastro antecipado, lista VIP, cupons ou geração de leads antes da Black Friday.
  • CTR e CPC: ajudam a diagnosticar a capacidade dos anúncios de gerar interesse e tráfego.
  • Abandono de carrinho: aponta possíveis dificuldades relacionadas a preço, frete, pagamento ou experiência.
  • Novos clientes x clientes recorrentes: mostra quanto a data contribuiu para aquisição e quanto dependeu da base que a empresa já possuía.

Em operações maiores, a análise deve avançar também para resultados por produto, categoria, praça, campanha, público, criativo e canal.

Esse nível de leitura é especialmente importante em agências de marketing e equipes de marketing responsáveis por grandes volumes de mídia paga, porque permite redistribuir verba durante a campanha em direção às combinações que estão gerando resultado real.

6 estratégias para aplicar na Black Friday

A Black Friday exige decisões coordenadas em diferentes frentes. Para transformar interesse em vendas, a estratégia precisa considerar desde o planejamento de campanha até a capacidade operacional da empresa, passando por mídia, experiência de compra, ofertas e influência.

Neste sentido, pontuamos algumas ações que ajudam a organizar esses pontos de forma integrada, com foco em eficiência, conversão e aproveitamento do potencial comercial da data.

1. Planejamento com antecedência

Uma boa campanha de Black Friday começa antes de os anúncios ficarem pretos e amarelos no feed.

Como falamos anteriormente, a NielsenIQ identificou, em sua pesquisa de intenção de compra para 2025, que mais de um terço dos consumidores esperava três meses ou mais para aproveitar as ofertas. A pesquisa, a comparação e a formação de intenção acontecem com antecedência.

O planejamento da marca deve acompanhar esse calendário.

É importante definir previamente quais produtos terão maior destaque, quais margens permitem descontos, quais públicos serão trabalhados e quanto poderá ser investido em cada etapa.

Campanhas de conteúdo e awareness podem começar a formar demanda antes da abertura das ofertas. Mais perto da data, listas VIP, landing pages, formulários e cupons ajudam a criar audiências proprietárias. Nesse momento, acompanhar o CPL permite avaliar o custo da construção dessa base.

O histórico também é valioso. Produtos mais vendidos, horários de pico, campanhas mais eficientes, regiões com maior conversão, buscas internas e comportamento da base na edição anterior ajudam a construir uma previsão muito mais consistente.

Planejar cedo ainda permite testar criativos, públicos e mensagens em um período de menor pressão. Descobrir qual anúncio funciona no dia da Black Friday costuma ser uma experiência consideravelmente mais cara.

2. Eficiência logística

Marketing e logística dividem a mesma promessa durante a Black Friday.

Uma oferta pode atrair milhares de consumidores, mas problemas de estoque, prazo de entrega incompatível ou falhas na separação dos pedidos afetam diretamente a experiência e a percepção sobre a marca.

Por isso, a definição dos produtos promovidos precisa considerar capacidade de estoque, distribuição e atendimento ao aumento da demanda.

Também vale observar diferenças regionais. O mesmo produto pode ter disponibilidade, prazo e custo de frete muito diferentes dependendo da localização do consumidor.

Em operações com presença física, o trade marketing ganha peso adicional. Estoque, comunicação no ponto de venda, exposição, materiais promocionais e disponibilidade precisam acompanhar a campanha veiculada nos demais canais.

Essa integração reduz situações em que a publicidade cria uma promessa que a operação comercial não consegue cumprir.

3. Canais de marketing para aumento de vendas

A Black Friday reúne consumidores em diferentes momentos da jornada. O plano de canais precisa refletir essa variedade.

Busca paga pode capturar usuários com intenção comercial mais clara. Social Selling e Ads amplia alcance e permite trabalhar públicos, interesses e remarketing. O CRM (como e-mail marketing, whatsapp e outros canais) aproxima a campanha de consumidores que já possuem relação com a marca. Conteúdo orgânico ajuda a apresentar produtos, diferenciais e condições. Retail media coloca a oferta perto do momento de decisão dentro de ecossistemas de varejo e marketplaces.

A própria NielsenIQ aponta Amazon, Mercado Livre e Shopee entre os canais mais lembrados pelos consumidores brasileiros para as compras de Black Friday em 2025, reforçando a força dos ambientes digitais durante o período.

A distribuição de verba deve considerar a função de cada canal.

Uma campanha de descoberta dificilmente terá o mesmo indicador de uma campanha de remarketing direcionada a pessoas que já visitaram o produto. Avaliar todos os investimentos apenas pela conversão final pode levar ao corte justamente dos canais responsáveis por alimentar as etapas seguintes.

Uma estratégia integrada de mídia paga permite acompanhar essa jornada e combinar alcance, consideração, conversão e recuperação de usuários que demonstraram interesse.

4. Proporcione uma experiência de compra sem falhas

Na Black Friday, cada dificuldade ganha escala.

Um site lento afeta mais usuários. Um checkout confuso abandona mais carrinhos. Uma informação pouco clara sobre desconto gera mais solicitações para o atendimento.

Antes da campanha entrar no ar, vale testar o caminho completo de compra: anúncio, landing page, busca, página de produto, carrinho, meios de pagamento, cálculo de frete, confirmação e comunicação pós-compra.

A experiência mobile merece atenção especial. Botões, carregamento, formulários, cupons e métodos de pagamento precisam funcionar bem em telas menores, especialmente em campanhas que geram grande volume de acesso pelas redes sociais.

Outro ponto é a consistência das informações. O consumidor deve encontrar com facilidade preço anterior, preço promocional, condições de parcelamento, prazo, estoque e regras da promoção.

Campanhas criativas conseguem conquistar o clique. Uma boa experiência transforma esse clique em receita.

5. Promoções relâmpago e ofertas flash

Desconto não precisa significar a mesma oferta disponível para todo mundo durante todo o mês.

Promoções relâmpago ajudam a criar novos momentos de atenção dentro da campanha e podem ser usadas para estimular categorias específicas, movimentar produtos estratégicos ou ativar públicos que ainda não converteram.

Algumas possibilidades incluem ofertas válidas durante determinadas horas, produtos diferentes ao longo do dia, descontos progressivos, combos, benefícios para clientes cadastrados e condições exclusivas em determinados canais.

Esse modelo também cria material para novas ativações de mídia, CRM e redes sociais, evitando que a campanha dependa de uma única comunicação repetida por semanas.

O cuidado está na governança promocional. Horários, estoque, regras, preços e comunicação precisam estar alinhados entre marketing, comercial e operação. A urgência funciona melhor quando o consumidor entende exatamente qual oportunidade está diante dele.

6. Use a potência dos influenciadores

Influência pode participar da Black Friday muito antes da publicação de um cupom.

Criadores ajudam marcas a apresentar produtos, demonstrar usos, comparar opções, gerar desejo e aproximar a campanha de comunidades específicas. Dependendo do objetivo, podem atuar desde a fase de descoberta até conteúdos direcionados à conversão.

Um estudo da Pilea Labs, que analisou cerca de 4,4 milhões de pedidos de marcas brasileiras entre julho de 2025 e junho de 2026, apontou forte participação de criadores recorrentes nas vendas atribuídas ao marketing de influência. Os dados reforçam o valor de relacionamentos contínuos entre marcas e creators, inclusive em períodos promocionais.

Para a Black Friday, essa construção antecipada pode ser especialmente relevante. Quando o público já reconhece a relação entre creator e marca, a comunicação promocional encontra um contexto estabelecido.

A seleção também precisa ir além do número de seguidores. Afinidade com a categoria, aderência regional, características da audiência, qualidade do conteúdo, histórico de desempenho e capacidade de conversão ajudam a definir quem realmente faz sentido para a estratégia.

Links parametrizados, páginas específicas e cupons individuais ainda permitem mensurar acessos e vendas com maior precisão.

Como direcionar orçamento de marketing para Black Friday?

A pressão competitiva aumenta durante a Black Friday. Mais anunciantes disputam inventário, atenção e as mesmas audiências, o que pode elevar custos e tornar decisões de mídia mais sensíveis.

O orçamento deve partir dos objetivos comerciais.

Se a prioridade é aquisição, a empresa pode aceitar um CAC inicialmente mais elevado em produtos ou públicos com potencial de recompra, desde que essa decisão esteja apoiada em dados de LTV e margem. Para quem busca rentabilidade imediata, ROAS, margem e contribuição por pedido ganham maior peso.

Também é recomendável evitar uma distribuição rígida da verba durante todo o período. Parte do orçamento pode permanecer disponível para ser direcionada às categorias, campanhas, horários e públicos que mostrarem melhor desempenho conforme os resultados aparecem.

Nesse processo, marketing e comercial precisam compartilhar indicadores. Mídia pode gerar um excelente ROAS para um produto que está prestes a ficar sem estoque, enquanto outra categoria com disponibilidade e margem pode estar recebendo investimento insuficiente.

O desafio da Black Friday está justamente nessa combinação.

A criatividade chama atenção. Dados orientam escolhas. Performance distribui investimento. Influência aproxima a marca de comunidades. Trade conecta a estratégia ao varejo. Operação garante que a experiência continue funcionando quando o volume aumenta.

É essa visão integrada que permite transformar uma grande data comercial em uma oportunidade mais consistente de crescimento.

O Grupo OM reúne diferentes especialidades da comunicação para construir estratégias conectadas aos objetivos de negócio, combinando planejamento, criatividade, mídia, performance, influência e execução. Para marcas que querem preparar a próxima Black Friday com antecedência, o trabalho começa pela compreensão do público, dos canais e das oportunidades capazes de gerar resultados.

Fale com o Grupo OM e veja como transformar sua estratégia de Black Friday em uma operação de comunicação mais integrada e orientada a resultados.

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Marketing no PDV: como aumentar as vendas?

O ponto de venda concentra uma etapa decisiva da jornada de compra. É nele que a intenção construída por campanhas, conteúdos e recomendações encontra fatores concretos como preço, disponibilidade, exposição, atendimento e facilidade para concluir o pedido.

Por isso, o marketing no PDV reúne estratégias utilizadas para tornar produtos e marcas mais visíveis, relevantes e convincentes no momento da decisão. A atuação envolve a organização do espaço, os materiais de comunicação, as promoções, a experiência sensorial, o treinamento das equipes e a integração com canais digitais.

Essa disciplina está diretamente ligada ao trade marketing, responsável por conectar indústria, distribuidores, varejistas e consumidores. Enquanto campanhas publicitárias ajudam a gerar interesse, o trabalho no PDV prepara o canal para transformar essa demanda em vendas.

Ao longo deste artigo, vamos explicar os métodos e estratégias de marketing no PDV, como conectar o físico com o digital e como o Grupo OM pode ajudar na execução de tudo isso. Vamos lá?

Quais são 5 métodos de merchandising para o PDV?

Merchandising é o conjunto de técnicas usadas para melhorar a apresentação, a compreensão e a atratividade de produtos dentro dos canais de venda. Seu papel é facilitar a escolha do consumidor e destacar a marca em ambientes marcados por excesso de estímulos e concorrentes próximos.

Conheça os cinco métodos que podem ser incorporados ao planejamento.

1. Visual merchandising

O visual merchandising organiza os elementos visuais do espaço para conduzir o olhar e facilitar a circulação. Entram nessa frente às vitrines, cores, iluminação, sinalização, mobiliário, expositores, embalagens e materiais promocionais.

Em lojas físicas com grande variedade de produtos, a hierarquia visual ajuda o consumidor a localizar categorias e compreender diferenças entre opções. Já em lançamentos, uma exposição destacada pode ampliar a descoberta e comunicar rapidamente o principal benefício do item.

A aplicação deve partir de um objetivo comercial. Um produto exposto na altura dos olhos pode buscar visibilidade, enquanto uma ilha promocional pode estimular compras por impulso ou destacar uma campanha sazonal.

O planograma também faz parte desse trabalho. Ele determina a posição, a quantidade de frentes e a organização dos produtos nas gôndolas, considerando critérios como giro, margem, complementaridade e prioridade estratégica.

2. Cross merchandising

O cross merchandising aproxima produtos que podem ser consumidos ou utilizados juntos. Em vez de organizar todo o espaço apenas por categoria, a marca cria associações baseadas em ocasiões de uso.

Um molho pode ser colocado próximo às massas. Acessórios para celular podem aparecer perto dos aparelhos. Produtos de limpeza específicos podem ser expostos ao lado dos utensílios relacionados.

Essa organização estimula vendas complementares e contribui para o aumento do ticket médio. Para funcionar, a associação precisa ser fácil de entender e coerente com a jornada do consumidor. Combinações artificiais costumam ocupar espaço sem acrescentar conveniência.

A análise dos itens comprados em conjunto pode ajudar a identificar oportunidades de cross merchandising. Dessa forma, o layout deixa de depender apenas de percepção e passa a considerar dados reais de comportamento.

3. Merchandising promocional

O merchandising promocional utiliza benefícios comerciais para estimular uma decisão em um período determinado. Descontos, kits, cupons, brindes, cashback, programas de pontos e condições especiais fazem parte desse método.

A promoção precisa ter mensagem clara. O consumidor deve compreender rapidamente qual é a vantagem, quais produtos participam e por quanto tempo a condição estará disponível.

Também é necessário proteger a rentabilidade. Promoções frequentes ou mal planejadas podem acostumar o público a comprar somente com desconto, reduzir o valor percebido da marca e pressionar as margens.

Por isso, a escolha do incentivo deve considerar estoque, sazonalidade, perfil do público e objetivo comercial. Uma oferta pode servir para aumentar o volume, acelerar o giro, apresentar um lançamento ou recuperar consumidores inativos.

4. Demonstração e experimentação

Demonstrações, degustações, amostras, testes e consultorias ajudam a reduzir dúvidas antes da compra. Esse método é especialmente importante para produtos cujos diferenciais ficam mais evidentes durante o uso.

No setor de alimentos, a degustação permite conhecer sabor e textura. Em cosméticos, os testers ajudam o consumidor a avaliar fragrâncias, tonalidades e aplicações. Em tecnologia, demonstrações podem apresentar recursos que não seriam percebidos apenas pela embalagem.

Além de incentivar a compra imediata, a experimentação gera feedback. Perguntas, objeções e reações observadas no PDV podem orientar ajustes na comunicação, no produto e no treinamento comercial.

A equipe deve estar preparada para conduzir a experiência sem criar pressão excessiva. Uma abordagem consultiva tende a gerar mais confiança e informações melhores sobre o shopper.

5. Merchandising sensorial e interativo

O merchandising sensorial utiliza estímulos como som, iluminação, aroma, textura e ambientação para construir uma experiência coerente com a marca.

A escolha desses elementos deve considerar o posicionamento e a categoria. Um ambiente tranquilo pode favorecer compras que exigem mais tempo de avaliação. Já as ativações interativas podem ser adequadas para lançamentos, entretenimento, moda, beleza e tecnologia.

Recursos digitais também ampliam as possibilidades. Totens, telas, espelhos inteligentes, realidade aumentada e QR Codes podem oferecer informações adicionais, comparações, avaliações, vídeos ou acesso ao estoque ampliado.

A tecnologia precisa resolver uma necessidade concreta. Instalar uma tela que apenas repete informações já disponíveis em um cartaz adiciona custo, não conveniência. A interação deve reduzir dúvidas, personalizar a experiência ou facilitar a compra.

4 estratégias para aumentar as vendas no PDV

Materiais bem produzidos ajudam, mas não compensam uma estratégia desconectada do comportamento do consumidor ou da operação comercial. Para aumentar vendas, o planejamento deve combinar comunicação, execução, pessoas e dados.

1. Conheça a jornada do shopper

Consumidor e shopper nem sempre são a mesma pessoa. O consumidor utiliza o produto, enquanto o shopper participa da escolha ou realiza a compra.

Essa diferença altera a mensagem. Produtos infantis, por exemplo, podem despertar o interesse das crianças, embora preço, segurança e durabilidade sejam avaliados pelos responsáveis. Em compras corporativas, o usuário da solução pode ter prioridades diferentes das áreas responsáveis pela aprovação.

Mapear a jornada ajuda a identificar:

  • O que motiva a visita ao PDV;
  • Quais informações são pesquisadas anteriormente;
  • Quais critérios definem a escolha;
  • Quais dúvidas atrasam a decisão;
  • Quem influencia a compra;
  • Quais produtos concorrem pela atenção;
  • O que pode provocar desistência.

Com essas respostas, a comunicação pode priorizar argumentos úteis para aquele contexto, em vez de reproduzir mensagens genéricas da campanha institucional.

2. Use dados para planejar exposição e promoção

Decisões sobre espaço, produto e oferta devem considerar indicadores comerciais. Entre os dados mais relevantes estão volume vendido, margem, giro, ticket médio, ruptura, conversão, estoque disponível e desempenho por loja ou região.

Uma promoção que aumenta o volume, mas provoca falta de produto, pode gerar frustração e beneficiar o concorrente. Da mesma forma, ampliar a exposição de um item com baixo estoque cria demanda que a operação não conseguirá atender.

Os dados também ajudam a comparar diferentes modelos de execução. A empresa pode testar materiais, mensagens, posições, combos ou abordagens em grupos de lojas e avaliar os resultados antes de ampliar a iniciativa.

O próprio PDV se transforma em uma fonte de inteligência. Mudanças de layout, resposta a promoções, diferenças regionais e comportamento frente à concorrência podem alimentar decisões de marketing, produto e mídia.

3. Prepare e envolva a equipe comercial

Em muitas categorias, vendedores, promotores e atendentes exercem influência direta sobre a decisão. Por isso, a equipe precisa conhecer os diferenciais, as indicações, as limitações e os argumentos comerciais de cada produto.

Os treinamentos devem ser objetivos e adaptados à rotina do canal. Guias rápidos, vídeos, demonstrações, plataformas de aprendizagem e encontros periódicos podem facilitar a atualização.

Campanhas de incentivo também podem apoiar lançamentos ou períodos estratégicos. Entretanto, as metas devem estimular comportamentos positivos, sem favorecer abordagens invasivas ou recomendações inadequadas.

Uma equipe bem preparada consegue compreender a necessidade do cliente, selecionar informações relevantes e apresentar alternativas. Esse atendimento consultivo agrega valor principalmente em compras complexas, técnicas ou de maior investimento.

4. Reduza atritos durante a compra

Uma venda pode ser perdida por razões simples: produto indisponível, preço divergente, fila longa, ausência de informação, dificuldade para encontrar um tamanho ou falta de integração entre loja e e-commerce.

O planejamento deve identificar esses pontos e priorizar soluções capazes de facilitar a decisão. Algumas possibilidades incluem:

  • Consulta ao estoque de outras unidades;
  • Compra online com retirada na loja;
  • Pagamento por dispositivos móveis;
  • Catálogo digital com portfólio ampliado;
  • Sinalização mais clara;
  • QR Codes com informações adicionais;
  • Diferentes formas de pagamento;
  • Atendimento por canais digitais;
  • Recuperação de carrinhos ou pedidos não concluídos.

A tecnologia Just Walk Out, da Amazon, mostra como a redução de filas pode influenciar o desempenho. Segundo a empresa, uma implementação no Lumen Field, em Seattle, registrou aumento de 47% nas vendas totais por jogo.

Como conectar o físico com o digital?

A conexão entre ambientes físicos e digitais deve permitir que informações, serviços e relacionamentos acompanhem o consumidor ao longo da jornada.

Um anúncio pode direcionar para a unidade mais próxima. O site pode informar o estoque da loja. Um QR Code na embalagem pode apresentar avaliações, demonstrações ou instruções. A compra pode ser iniciada no aplicativo e retirada no balcão. Depois da visita, o CRM pode enviar conteúdos relacionados ao produto adquirido.

Entre as principais possibilidades estão:

Click and collect

O consumidor compra pelo site ou aplicativo e retira o pedido no ponto de venda. O modelo combina conveniência digital com a rapidez da retirada e ainda pode gerar novas oportunidades de venda durante a visita.

Para funcionar, estoque, comunicação e atendimento precisam estar sincronizados. Informações incorretas sobre disponibilidade transformam conveniência em frustração.

QR Codes e conteúdo complementar

QR Codes podem conectar materiais, embalagens e gôndolas a vídeos, comparadores, avaliações, fichas técnicas, tutoriais ou promoções.

A página de destino deve ser pensada para dispositivos móveis e abrir rapidamente. Também é importante medir acessos, interações e conversões para avaliar a contribuição do recurso.

Estoque integrado

A consulta ao estoque de outras lojas ou do e-commerce reduz vendas perdidas. Caso um item não esteja disponível naquela unidade, o atendente pode localizar outra opção, solicitar entrega ou concluir o pedido pelo canal digital.

CRM e programas de relacionamento

Cadastros, aplicativos e programas de fidelidade ajudam a reconhecer o consumidor entre diferentes canais. Com consentimento e boa gestão dos dados, a marca pode oferecer comunicações mais relevantes, benefícios e recomendações relacionadas ao histórico de compras.

Mídia geolocalizada

Campanhas de mídia podem alcançar pessoas próximas aos pontos de venda, divulgar ofertas regionais e direcionar o público para lojas específicas. Os dados de visita e vendas ajudam a analisar a contribuição da campanha para o fluxo e o sell-out.

Experiências interativas

Telas, totens, realidade aumentada e provadores digitais podem ampliar o portfólio e facilitar comparações. Esses recursos precisam estar conectados à disponibilidade, ao pagamento e ao atendimento. Uma experiência visualmente interessante que termina sem possibilidade de compra desperdiça o interesse gerado.

A Nike exemplifica essa integração ao combinar retirada de pedidos, aplicativo e self-checkout em suas lojas. Já a Coca-Cola utiliza QR Codes nas embalagens para levar o consumidor da prateleira a uma experiência digital personalizada.

Para gerentes de marketing e comercial, o principal desafio está em coordenar essa jornada. Campanhas, canais, estoque, atendimento e indicadores precisam operar de maneira conectada.

Grupo OM: como a agência auxilia no marketing no PDV?

O marketing no PDV envolve diferentes áreas: branding, publicidade, design, mídia, dados, relacionamento, conteúdo e performance. Quando cada frente é conduzida de maneira isolada, surgem diferenças entre a promessa da campanha e a experiência encontrada no canal de venda.

Uma agência de marketing com visão integrada ajuda a construir uma jornada mais consistente. O planejamento pode começar pelo objetivo de negócio, avançar para o entendimento do público e definir quais ferramentas serão utilizadas em cada ponto de contato.

O Grupo OM reúne empresas e especialidades capazes de conectar estratégia, criatividade e inteligência de mídia. Essa estrutura permite desenvolver campanhas que acompanham o consumidor desde a descoberta até a decisão, mantendo unidade entre a comunicação publicitária e a execução no varejo.

Entre as frentes que podem participar de uma estratégia de marketing no PDV estão:

  • Estudos sobre público, concorrência e comportamento de compra;
  • Posicionamento e construção da identidade da campanha;
  • Desenvolvimento de conceitos criativos e materiais promocionais;
  • Planejamento de mídia para gerar fluxo aos pontos de venda;
  • Conteúdo para redes sociais, sites, landing pages e CRM;
  • Ações promocionais e campanhas de incentivo;
  • Integração entre comunicação física e digital;
  • Acompanhamento de indicadores e otimização das iniciativas.

Essa abordagem também aproxima marketing e comercial. Informações de sell-out, ruptura, ticket médio, resposta às promoções e desempenho por loja podem orientar campanhas mais precisas. Da mesma forma, dados de mídia e busca ajudam a identificar interesses que podem ser trabalhados no ponto de venda.

O Grupo OM pode apoiar esse planejamento reunindo estratégia, criatividade, mídia e performance em uma comunicação integrada. Assim, o marketing no PDV passa a contribuir para objetivos como conversão, ticket médio, giro de estoque, relacionamento e crescimento comercial.

Converse com o Grupo OM e desenvolva uma estratégia capaz de conectar campanhas, canais de venda e experiências de compra.

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